LP como frisbe, leite condensado e o orgulho das próprias raízes

Relendo um comentário de dezembro de 2009 da Contadora Jaqueline me dei conta de que ela escreveu (como é comum na nossa amiga) algo super interessante. Chovendo no molhado ou não, é bom lembrar que ser redundante às vezes faz bem: relembra valores esquecidos e acorda as pessoas para idéias/sentimentos/princípios que ontem pareciam bobos mas que talvez hoje se mostrem importantes. Tá bom, sem maiores delongas, aí vai:

“Neste próximo domingo, dia 6 de dezembro de 2009, estamos finalizando mais um ano de Contadores.


Vou contar, viu…o negócio é muito legal e estou contente, mas ainda acredito que poderíamos ter mais crianças no evento. Entendo que neste corre-corre danado que é a vida aqui muitas pessoas não se dão conta da importância das nossas crianças aprenderem outro idioma. Já foi comprovado, por meio de vários estudos, que as crianças que falam mais de um idioma têm mais vantagem de aprendizado. Tudo bem, falar isso é chover no molhado. Vamos ao que está na minha cabeça neste momento. Ontem mostrei à minha filha de 7 anos um LP (acreditem ou não, ela pensou que fosse um frisbe, quase morri!).  Tantas coisas mudam de uma geração para outra (olha eu chovendo no molhado de novo!), são tantas as diferenças. E aí que entra o Contadores: o nosso objetivo é semear o interesse na criança e levar um pouco das nossas brincadeiras, estórinhas e cultura em geral. Enfim, não deixar tudo isso passar em branco. Queremos apenas que as crianças tenham um referencial e que entendam o porquê de termos mais latas de leite condensado na dispensa do que potes de peanut butter. Pensem nisso com carinho, pois o hiato entre eles e nós pode ficar ainda maior e a diferença entre o LP e o CD pode ser mais do que apenas engraçado!


Obrigada a todos que participaram e apoiaram o nosso esforço este ano e espero poder ver mais crianças o ano que vem. É apenas uma vez por mês e vale a pena”.

….

Nota da Contadora Tatiana: o estacionamento perto do Abadá-Capoeira (aonde o Contadores de Estórias vem acontecendo desde 2009) é de fácil acesso e tem custo decente ($6 por 3 horas). Então, falta de estacionamento não é motivo para faltar ao Contadores.  E outra: se os pais não valorizam a chance de convívio com outros brasileiros ou a exposição de suas crianças à cultura brasileira, quem irá valorizar? Vamos lembrar que o exemplo começa em casa…ou corremos o risco de ter crianças brasileiras crescendo com vergonha das próprias origens.

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